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terça-feira, 6 de outubro de 2009

PLANTAS E ERVAS: BANHOS, CHÁS E DEFUMADORES NA UMBANDA


O uso de ervas para fins medicinais e religiosos é tão antigo quanto à própria organização social da humanidade. Achados arqueológicos remetem ao aparecimento e desenvolvimento da própria escrita, em diversas culturas. Mas é claro que este conhecimento já era transmitido oralmente desde sempre. O tratamento fitoterápico brasileiro é extremamente rico, já que provém de relações interculturais que deram origem à nossa própria raça e originaram também um aculturamento que ocasionou o sincretismo que hoje encontramos evidenciado na liturgia e ritos da Umbanda. Banhos, chás e defumadores fazem parte do conhecimento astral-fisico utilizado constantemente em giras de Umbanda com fins diversos. Geralmente inspirados por entidades do astral, nos últimos anos o estudo dessas propriedades vêm avançando muito e alguns dos seus segredos começam a ser desvendados. Felizes são os que são permitidos reconhecer estas propriedades e fazer bom uso de seus conhecimentos.

Os vegetais, por serem encontrados na natureza em seu estado puro, recebendo influências energéticas das mais diversas e permitindo uma fácil manipulação, são instrumentos importantíssimos para diversos fins, desde a cura física e astral, quanto a sintonia energético-vibratória com os Orixás. Através de banhos de ervas, realizados dentro da ritualística apropriada e com profundo conhecimento de causa, podem exercer funções diversas tanto quanto servir para eliminação de cargas negativas, quanto para facilitar a ligação vibratória entre médium e mentores astrais. Os chás de infusão, utilizados com fins medicinais e terapêuticos, são utilizados pela humanidade desde os seus primórdios. Até o século XVIII, o uso de ervas medicinais era mais utilizado do que a medicina convencional em todo o mundo. Hoje, em pleno século XXI, o estudo das propriedades terapêuticas de ervas e plantas está sendo mais estudado do que nunca, resultando até em milionárias brigas de registros de patentes, sobre conhecimentos já sabidos há séculos por nossos ancestrais. A Umbanda, através da consulta de Caboclos e Pretos Velhos, utiliza muito esses recursos tanto para aplacar sintomas físicos quanto de outras naturezas. E temos também a queima de certas ervas, que permitem dentro da liturgia da Umbanda e do conhecimento apropriado, a utilização de recursos ígneo-botânicos para a purificação e limpeza de ambientes e pessoas, atingindo seus propósitos tanto no nível físico quanto no astral e mental.

Como podemos ver, o uso de ervas e plantas quando devidamente empregados podem propiciar o equilíbrio e a reestruturação, a harmonia e a estabilidade, tanto do corpo físico, quanto do astral e mental. O estudo de suas propriedades e sua utilização adequada são matérias quase que obrigatórias do bom umbandista. O conhecimento de causa, mesmo que para o auxílio de nossos próprios mentores espirituais através do compartilhamento fluídico-mediúnico é uma oportunidade que não devemos menosprezar. A Umbanda e sua infinita corrente de fé, esperança e caridade agradecem.